sexta-feira, outubro 13

Sonhos

As minhas duas últimas noites têm sido incrivelmente turbulentas. Sonho com as emoções que tento recalcar durante os dias que se seguem, impiedosos. Durante o sono nada há a fazer: elas libertam-se sem dó nem piedade. Hoje sonhei com o meu pai e a minha irmã, que estava com eles, não como dantes, mas com rancor, e que tudo o que queria dizer saía boca fora como se filtros não houvessem para aquilo que queremos mas não dizemos. Ele chorou. Muito. E isso só me dava mais força para o enterrar no seu sofrimento como se de um acto de vingança se tratasse. E ao invés de me aliviar, a manhã trouxe-me pesados sentimentos de mágoa e até de culpa. Eu errei ao sentir raiva? Eu erro ao sentir que nada fiz para merecer o irremediável afastamento? Deveria ignorar tudo o que vai contra os valores que ele próprio me transmitiu? Não, com a razão nego aceitar os seus actos ainda que o coração chore. Hoje estou assim. Saudosa. Mas ontem não foi melhor, só diferente. É que na noite anterior o sonho vagueou para lá da imaginação, foi até à nossa Inês, como se de um facto se tratasse, e não de puro futurismo. Sonhei que a tinha, nos meus braços, e que o pai dela me dava mimos, a mim e a ela, como os seus mais preciosos tesouros. Obrigada amor. Por estares, seres e sentires.

3 comentários:

Zé O Branco disse...

Agora quase pingou...

ET-OMA

Amaryllis disse...

As pessoas que mais amamos são as que mais nos fazem felizes e mais nos magoam.

Bernardo Santa Clara Gomes disse...

Pois minha querida, que te dizer se não desejar que andes para a frente?
Qeu sejas muito feliz e não te deixes afectar pelas más aitudes daqueles que não ligam ao teu amor!

Beijão!